sábado, 7 de novembro de 2009

Samba até o Fim

Na segunda metade da década de sessenta, um grupo carioca de ritmistas de escolas de samba se reuniram para formar “Os Originais do Samba”. A banda conseguiu grande sucesso na década seguinte, em sucessos como Tragédia no Fundo do Mar, Do Lado Direito da Rua Direita além de  músicas compostas por Jorge Ben.

Os Originais do Samba – Do lado direito da Rua Direita

Grande Otelo não sabia do alcance que conseguiria ao apelidar um dos integrantes do grupo de Mussum. A fama deste, aumentou, e muito, a partir de 1969, quando passou a integrar a turma dos Trapalhões, junto com Renato Aragão, Dedé Santana e, posteriormente, Mauro Gonçalves.

O sucesso do Originais do Samba proporcionou apresentações junto a grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina e Vinicius de Moraes, além de artistas internacionais, como Earl Grant.

Earl Grant era um músico multi-instrumentista norte-americano, de extremo talento nos pianos e dono de uma voz marcante. Ao assinar seu primeiro contrato com uma gravadora, em 1958, Grant lançou um dos seus maiores sucessos: a música The End, que figurou entre as dez mais executadas de todos os Estados Unidos.

A repercussão foi tão grande, que uma versão em alemão da música foi produzida. Entretanto, em julho de 1970, aos 39 anos, Grant sofreu um acidente fatal de carro no México.

Dois meses depois, um fã do cantor também sofreu um acidente fatal de carro. Não no México, mas no autódromo de Monza, na Itália.

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Jochen Rindt nasceu na Alemanha em 1942. Fugindo do ambiente dramático da Segunda Grande Guerra, o pequeno bebê foi levado para a Áustria com os avós. Os pais ficaram na Alemanha e foram mortos pouco tempo depois.

O ambiente aliado a todos esses acontecimentos, moldaram a personalidade de Rindt. Ainda na adolescência se mudou para a Grã-Bretanha com um amigo, onde encontraria suas duas paixões: sua esposa e as corridas de automóveis.

O piloto austríaco tinha um temperamento forte, e não hesitava ao buscar o limite a cada curva. Não só nas pistas, mas sua vida, como um todo, era aproveitada ao máximo e vivida com paixão. Sem medo do perigo, Rindt aceitou o desafio de guiar a Lotus, onde sabia estar perto do título mundial – conquistado também em 1970 – e perto do fim…

Se é que existe, como diz sua música favorita.

Earl Grant - Jeder Tag geht zu Ende (The End)

No final de um arco-íris 
Você achará um pote de ouro
No final de uma história jochen_rindt_124
você entenderá tudo que foi contado

Mas nosso amor tem um tesouro
Que nossos corações sempre poderão dispor
E tem uma história
Sem qualquer fim

No final de um rio
A água pára seu fluxo
No final de uma estrada
Não há lugar algum que você possa ir 

Mas diga apenas que me ama
E que você é só minha
E nosso amor irá durar
Até o fim dos tempos

No final de um rio
A água pára seu fluxo
No final de uma estrada
Não há lugar algum que você possa ir

Mas diga apenas que me ama
E que você é só minha
E nosso amor irá durar
Até o fim dos tempos
Até o fim dos tempos

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

“Sayonara” ao eterno coadjuvante

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Tadashi Yamashita chora durante coletiva de imprensa que anunciou a retirada da Toyota da F1

Sem definir prioridades, a direção esportiva da Toyota sempre procurou avanços importantes a cada carro lançado, se esquecendo de que, às vezes, mudanças menores podem proporcionar melhores resultados a longo prazo.

Após um ano de testes intensivos com o TF01, idealizado pelo austríaco Gustav Brunner, a escuderia estreou na categoria mostrando que não estava preocupada com dinheiro - um pesadelo recorrente que afetou outras montadoras, como a Jaguar e a Renault.

Sem apostar na continuidade, a Toyota foi bastante criticada pela imprensa quando dispensou, simultaneamente, Mika Salo e Allan McNish no final de 2002. Afinal, não haviam dados que pudessem comprovar se o desempenho havia sido positivo ou não.

Para se ter uma ideia, o brasileiro Cristiano Da Matta terminou a temporada de 2003 com 10 pontos, em uma modesta 13ª posição no Campeonato - duas posições à frente de seu companheiro de equipe, o veterano Olivier Panis.

Sob o regulamento aplicado em 2002, no entanto, ele teria marcado apenas dois pontos - o mesmo que Mika Salo conferiu à Toyota em seu ano de estreia. A percepção da equipe na ocasião, foi a de que Salo não havia emplacado.

Além dos novos pilotos, a escuderia passou por uma importante mudança estrutural e um profundo realinhamento de papéis. Em razão disso, o sueco Ove Anderson, um dos grandes responsáveis pelos títulos conquistados pela marca no WRC, passou a ocupar um cargo simbólico, de conselheiro da Toyota Motorsports.

Para o seu lugar, a Toyota designou Tsutomo Tomita, que passou a acumular os cargos de Presidente do Conselho da TMC e o de Diretor Superintendente da escuderia. E tão logo assumiu as rédeas, o novo chefão contratou, a peso de ouro, o engenheiro Mike Gascoyne para função de diretor técnico.

Mas os planos naufragaram e a primeira temporada completa sob a tutela do engenheiro foi marcada mais pela demissão de Cristiano da Matta do que pelos resultados.

Da Matta dizia que os problemas do carro estavam, principalmente, na suspensão e no assoalho. Mas Gascoyne, erroneamente, resolveu ignorar o brasileiro e direcionou o desenvolvimendo para a parte aerodinâmica.

Depois, Gascoyne passou a negociar abertamente no paddock a contratação de Jarno Trulli. Em Silverstone, a um cumprimento de praxe do brasileiro, Trulli foi irônico e respondeu com um "banzai". Alguns dias depois, Da Matta e Gascoyne se desentenderam durante uma sessão de testes em Jerez e o divórcio se consumou.

Para fechar o ano com chave de ouro, o time japonês passou a ser investigado por uma suposta espionagem nos dados técnicos da Ferrari. Ao que constava, o TF103, modelo utilizado na temporada anterior, era bastante similar ao Ferrari F2002.

No começo de 2005, Jarno Trulli ainda conseguia incomodar Fernando Alonso. O italiano conquistou, inclusive, uma pole no Grande Prêmio dos Estados Unidos — de que acabou não participando por conta da retirada dos parceiros da Michelin.

Mas o TF105 parou de evoluir. Com Ralf Schumacher, o time conquistou mais uma pole "espírita" no Grande Prêmio do Japão. E só. Segundo se comentava, Gascoyne já estava com a cabeça no carro do ano seguinte.

A situação do engenheiro, no entanto, começou a se deteriorar quando, nos primeiros treinos da pré-temporada de 2006, o TF106 se revelou pouco competitivo.

Diante das constantes queixas dos pilotos e do fiasco no início da temporada, a cúpula da Toyota optou em demitir o engenheiro.

O início do fim

Muitos acreditam que a pressão para abandonar o projeto de Fórmula-1 (como fizeram no Mundial de Rali, mesmo vencendo) era previsível e se tornou evidente no momento em que o grupo se preocupou em formar uma parceria com a Williams, em 2006.

No ano seguinte, Tomita também não resistiu a pressão e deixou o posto de chefe na escuderia para assumir a direção do autódromo de Fuji, que voltava ao circo naquela oportunidade. Acabou substituído pelo seu vice, Tadashi Yamashita, o chorão da foto acima.

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Com o belíssimo TF101, a Toyota iniciou sua preparação em busca da Fórmula-1

Tendo em vista a grande campanha em 2005 e o desempenho sólido do ano anterior, a temporada 2007 foi desastrosa para a Toyota na Fórmula-1.

Com dificuldades para se adaptar aos compostos da Bridgestone (fornecedora exclusiva a partir daquele ano), o time japonês marcou apenas 13 pontos e terminou o Campeonato numa modesta 6º colocação.

No ano seguinte, o engenheiro Pascal Vasselon acertou a mão e renovou as esperanças da Toyota. Com Trulli e Glock, a equipe somou 56 pontos e garantiu a quinta colocação no mundial de construtores.

Mas a crise econômica mundial atingiu em cheio o setor automobilístico. Desde então, a diretoria da Toyota sabia que teria de realizar um bom Campeonato para permanecer na Fórmula-1.

Apesar de um início de temporada promissor com o TF109, equipado com o difusor duplo, o time falhou, mais uma vez, em vencer sua primeira prova.

A solução para a falta de competitividade, no entanto, sempre esteve mais próxima do que todos em Colônia podiam imaginar, mais especificamente na própria matriz.

Afinal, graças à sua filosofia corporativa de melhoria contínua, a marca explorou ao máximo o lema de que "um cliente é para sempre" e conquistou um alto índice de fidelização de novos consumidores.

Criado nos anos 50 pelo engenheiro Taiichi Ohno, o modelo de gestão da empresa, mais conhecido como "Toyotismo", se tornou referência de mercado e passou a ser adotado por indústrias dos mais variados setores.

Ao contrário dos resultados pífios obtidos pela equipe na Fórmula-1, a montadora passou a colecionar prêmios de excelência produtiva e se tornou a maior montadora de automóveis do mundo.

Não por acaso, fica claro que a empresa não considerou sua programação na categoria dentro desse contexto.

Novos rumos?

Diante da crise mundial e dos prejuízos operacionais no encerramento do último ano fiscal (o primeiro desde 1941), a TMC decidiu substituir o antigo presidente, Katsuaki Watanabe, pelo vice Akio Toyoda.

Neto do fundador da empresa, Akio assumiu a responsabilidade de estimular a venda de novos modelos com consumo eficiente de combustível e superar a queda da demanda na América do Norte.

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Kobayashi, durante testes no ínicio de 2009, no Algarve

E foi ele quem anunciou a retirada da equipe da Fórmula-1, em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, em Tóquio. Ao lado de Tadashi Yamashita, Toyoda explicou que a saída da categoria era uma questão dificíl, mas que ganhou força com a crise econômica do ano passado.

"Desde o ano passado, com a péssima situação econômica, sempre falhamos no questionamento de continuar ou não da F-1. Agora, estamos saíndo completamente", afirmou. "Minhas sinceras desculpas aos diversos fãs da Toyota que não puderam alcançar os resultados que nós almejamos."

O adeus da equipe significa, também, a partida de John Howett, presidente da Toyota Motorsports, que ocupou o cargo de vice-presidente da FOTA desde a sua criação

Já a sensação das duas últimas etapas, o japonês Kamui Kobayashi, pode ter de trocar a carreira de piloto pela de sushiman.

"Não tenho como correr de GP2 no ano que vem, eu teria que voltar para o Japão e trabalhar com meu pai no restaurante de sushi dele", revelou o piloto, que até os 16 anos ajudava o pai no negócio.

Veja também: De A a Z – Yamaha

E para ver mais algumas fotos da toyota, acesse nossa galeria clicando aqui.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Fórmula dos Sobrinhos

Na semana passada, uma boa notícias para todos os fãs do clã Senna foi confirmada: Bruno Senna, sobrinho do tricampeão Ayrton, foi anunciado como piloto da Campos Meta para a temporada de 2010.

1000xBruno guiando a McLaren do primeiro título mundial de Ayrton Senna

Repetindo a trajetória de muitos pilotos brasileiros, Senna começará numa equipe pequena e precisará demonstrar talento para vôos maiores na Fórmula 1. Afinal, mesmo com um sobrenome de enorme respeito, pilotos só sobrevivem com bons resultados ou muito dinheiro.

Essa, porém, não será a primeira vez que teremos um brasileiro, sobrinho de um campeão mundial, correndo na F-1. No início da década de 90, o clã Fittipaldi voltou a ter um representante na categoria.

Christian Fittipaldi e a Paciência

A carreira de Christian começou muito cedo. Não poderia ser diferente - seu avô era apaixonado por automobilismo, assim como seu pai, Wilson Fittipaldi Jr. As primeiras aceleradas foram dadas no kart, aos 10 anos. Sete anos depois, em 1988, Christian migrou para a Fórmula Ford 2000. Ao completar 18 anos, o destino foi a Fórmula 3 brasileira, onde se tornou campeão em 89; no ano seguinte venceu a versão sulamericana, desbancando Rubens Barrichello.

Emerson e Wilsinho sabiam que a Europa era o melhor destino para o jovem Fittipaldi. Ainda em 1990, terminou em quarto no campeonato britânico de Fórmula 3 para depois se sagrar campeão da Fórmula 3000, ao final de 1991.

Era o último degrau para chegar à Fórmula 1. Christian tinha ao seu favor, um currículo vencedor e um nome de respeito, mesmo assim, conseguiu apenas uma vaga na equipe Minardi. O ano de 1992 foi penoso, com apenas um pontinho marcado.

Com o contrato renovado para 93, Christian conseguiu resultados bem melhores, além de terminar um maior número de provas. Era um claro sinal da evolução do piloto.

#23 Christian Fittipaldi, Minardi Team, Minardi M193 Quarto lugar na primeira prova da temporada de 1993, na África do Sul

Mas faltando duas corridas para o final da temporada, Fittipaldi foi demitido da Minardi. Ele conta o caso:

É muito simples: tinha um piloto italiano (Pierluigi Martini), e todos seus patrocinadores eram da Itália. Aí apareceu outro com US$ 500 mil para fazer duas corridas (Jean-Marc Gounon). Eu não tinha dinheiro, é óbvio que a Minardi não tinha dinheiro, e ela resolveu enfiar um piloto mais lucrativo, me deixando meio que a ver navios. Pensamos seriamente em fazer alguma coisa contra a equipe. Tinha todo o direito do mundo, mas, por opção do meu pai e minha, decidimos deixar quieto. “Você tem uma carreira inteira pela frente, não vamos brigar por causa de duas corridas. O máximo que iria acontecer era você ganhar a nível financeiro o valor que ele estava te pagando, talvez um pouquinho mais por ter criado danos morais na sua carreira”. E a nossa opção na época foi ter deixado quieto. Cobrimos tudo com panos mornos e seguimos em frente, não tinha muito o que discutir.

Após perder sua vaga, Fittipaldi encontrou nova casa na equipe Footwork, onde fez sua melhor temporada, conseguindo terminar em duas provas na quarta colocação. Após três anos de Fórmula 1, o piloto já estava desgastado e tinha uma tentadora proposta para correr nos Estados Unidos, onde seu tio, Emerson Fittipaldi, estava fazendo história. Christian aceitou o convite, e hoje, se arrepende pela falta de paciência na Europa.

Bruno Senna e a ‘Carreira Solo’

Enquanto Christian teve o apoio incondicional de Wilson e Emerson Fittipaldi, Bruno não teve a figura física de Ayrton como norteador para seus passos. O garoto sempre foi apaixonado por automobilismo, mas a morte de seu tio em 1994, provocou um intervalo de 10 anos em sua carreira – retomada apenas quando já tinha 21 anos. Era necessário recuperar o tempo perdido e acelerar o processo de aprendizagem.

Sem a figura do tio para ajudá-lo, Bruno foi auxiliado por um grande amigo de Ayrton e da família: Gerhard Berger. Senna então, iniciou a carreira já na Grã-Bretanha, disputando a Fórmula BMW e, nos dois anos seguintes, correu na Fórmula 3 britânica.

Seguindo o sonho de chegar até a Fórmula 1, Bruno, apoiado pela Red Bull, foi para a GP2 – categoria considerada como o último degrau para a F-1. Foram dois anos, três vitórias e um vice campeonato em 2008. Neste mesmo ano, ficou em quinto na versão asiática da categoria.

Com muita especulação e grandes acontecimentos, Senna não conseguiu vaga na categoria máxima para 2009: a Honda, primeira interessada, fechou as portas; Gerhard Berger, sócio da STR, também vendeu sua parte e caiu fora. Sem lugar, Bruno teve um ano pouco produtivo, participando de algumas provas da Le Mans Series.

Apesar da carreira sem grandes conquistas, Bruno Senna terá espaço para crescer na Fórmula 1, principalmente se a Campos Meta conseguir um bom carro, logo em sua temporada de estréia. Vale lembrar ainda, que os carros mudarão para a próxima temporada; teremos quatro novas equipes e a dança das cadeiras entre os pilotos, é a maior dos últimos anos. Com todas essas variáveis, as cartas devem se embaralhar de novo.

Todos querem ver o que o nome Senna ainda pode fazer na Fórmula 1. A expectativa é grande, mas, a história mostra que, apenas um nome forte não garante lugar – ajuda ou atrapalha, dependendo da qualidade do piloto.

Sobrinho Campeão

Jacques Villeneuve, o aniversariante do dia, tentou correr na Fórmula 1 em três oportunidade – duas em 1981 e uma em 83 – todas sem se qualificar para a corrida. Não conseguiu chegar perto dos feitos de seu irmão mais velho, Gilles Villeneuve, tampouco dos feitos de seu sobrinho homônimo, que se tornou campeão mundial em 1997, na Williams.

gprix1974_gallery__505x400 Gilles Villeneuve perto de seu filho, e futuro campeão, Jacques

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Momento crítico #1 - FIA aceita proposta de Ecclestone, e próximo Mundial será decidido por vitórias

Sabe aqueles instantes do Mundial que todos esqueceram por causa do escândalo do Nelsinho Piquet? Então, vamos recordá-los aqui, em “Momentos Críticos”.

No início do ano, o chefão Bernie Ecclestone defendeu, com unhas e dentes, a implementação de um sistema de medalhas, inspirado nas Olimpíadas. Assim, o piloto que ganhasse mais corridas seria declarado o Campeão.

Em razão disso, a FIA publicou uma análise detalhada de como a proposta teria afetado a categoria ao longo de sua história. Para se ter uma ideia, alguns astros do automobilismo teriam algumas conquistas a mais no currículo, enquanto que outros deixariam de figurar na galeria de campeões.

Stirling Moss, por exemplo, teria sido o primeiro campeão britânico, em 1958, em vez de Mike Hawthorn. E não para por aí, já que o vencedor também teria sido diferente em mais 12 ocasiões.

O mais afetado seria Nelson Piquet, campeão com a equipe Brabham, de Ecclestone, em 1981 e 1983, teria perdido em ambos os anos para Alain Prost, da Renault. O piloto brasileiro também não teria vencido o título pela Williams em 1987.

Alguns dias depois, a entidade realizou algumas alterações na proposta inicial e anunciou que o piloto com o maior número de vitórias seria o Campeão de 2009. Pela nova e polêmica regra, o sistema de pontos só valeria para definir as outras posições do campeonato.

Após a aprovação do Conselho Mundial, a FOTA (Associação das Equipes de Fórmula-1) divulgou um documento em que contestava a legalidade da mudança e afirmava que ela feria o “Código Esportivo Internacional”, por ter sido anunciada com pouca antecedência.

Diante da reação negativa, a entidade desistiu da ideia. O sistema acabou permanecendo o mesmo das últimas temporadas - com dez pontos para o vencedor, oito para o segundo colocado, seis para o terceiro, e assim sucessivamente.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Campos Meta entre os Classificados

Com o final do campeonato de Fórmula 1 desta temporada, todos os esforços se voltam para 2010. Os carros sofrerão novas mudanças com o fim do reabastecimento e ainda teremos, possivelmente, quatro novas equipes alinhadas no grid para a primeira corrida, no Bahrein.

Estas novas equipes (Manor, Lotus, Campos Meta e USF1) já tem o primeiro desafio: uma corrida contra o tempo, afinal, um projeto de um carro é algo demorado, ainda mais quando o staff não é tão experiente.

Algumas pessoas põe em dúvida se o tempo será suficiente. Para mostrar que sim, veja o caso da Campos Meta, que tem em seu site o seguinte anúncio:

metacampos

A lista é grande, varre desde engenheiros, mecânicos, técnicos e até inspetores de qualidade. Mas o time espanhol não está parado. No Grande Prêmio do Brasil, Adrian Campos, proprietário do time, fez mais uma contratação.

Dona Conceição será a cozinheira do time, além de remendar macacões dos funcionários e pregar botões das camisas do alto escalão espanhol. Abordada, disse que é especialista em comida brasileira: “uma feijoada sempre desce bem, né?”. Pouco depois se mostrou eufórica: “será que tem corrida naquele país da novela?”.

Desde então, as contratações não pararam. E você? Se interessou por uma das vagas? Atende aos requisitos? Basta entrar em contato, mas corra - até semana passada havia uma vaga para piloto.

domingo, 1 de novembro de 2009

Lusco-Fusco

Durante a semana, o circuito de Abu Dhabi foi bastante elogiado pela beleza de sua arquitetura e pelo contraste de ambiente.

Para se ter uma ideia, todos os assentos das arquibancadas são cobertos e,em determinado ponto, a pista passa por baixo do luxuoso Hotel Yas, cuja iluminação da superfície muda de cor.

Além disso, foi a primeira vez que uma corrida teve sua largada de dia e a chegada à noite, com a primeira parte da prova disputada com luz natural e a segunda parte com iluminação artificial de refletores.

Pena que o traçado de Yas Marina, caracterizado por uma série de curvas lentas e pela maior reta do calendário (com 1,2 km), não correspondeu às expectativas, proporcionando uma corrida monótona, com raras ultrapassagens e poucas emoções.

A largada até teve alguns momentos de disputas. Logo na primeira curva, Rubens Barrichello tocou Mark Webber ao tentar uma ultrapassagem e perdeu parte da asa dianteira.

Com a peça danificada, o brasileiro da Brawn acabou superado por Button e teve de se acostumar ao carro com menor pressão aerodinâmica.

Na liderança, Hamilton não pôde aproveitar a superioridade da McLaren, já que problemas nos freios e uma vibração na roda traseira direita o fizeram abandonar na 21ª volta.

Quase que simultaneamente, o novato Jaime Alguersuari se confundiu e entrou nos boxes da Red Bull, ao invés do da Toro Rosso.

Desesperados, os mecânicos da Red Bull mandaram o espanhol passar direto, e Vettel, que entrou na sequência, conseguiu fazer normalmente sua parada. Sem gasolina para completar mais uma volta, Alguersuari teve sua prova encerrada.

Já à noite, os pilotos fizeram a segunda rodada de pit stops e as posições da frente não se alteraram: Vettel, Webber, Button e Barrichello.

Nesse momento, Kubica tentou superar Buemi, por fora, mas acabou rodando e perdeu o nono lugar para Nico Rosberg.

Momentos depois, Trulli foi o responsável por fazer o último pit-stop com reabastecimento da Fórmula-1.

Mais adiante, Button partiu em busca da segunda posição e partiu, definitivamente, para cima do australiano da Red Bull.

Na última volta, o Campeão de 2009 chegou a colocar sua Brawn lado a lado com Webber, que evitou a ultrapassagem e, assim, conseguiu confirmar quarta dobradinha da Red Bull na temporada.

Em uma corrida sem grandes emoções, vitória de Vettel e destaque para Kamui Kobayashi, da Toyota. Correndo no lugar de Timo Glock, o japonês repetiu o bom desempenho da estréia em Interlagos e somou seus três primeiros pontos com a conquista da sexta colocação.

A Fórmula 1 agora só retoma as atividades em 14 de março, no Grande Prêmio do Bahrein.

Confira o resultado final do GP de Abu Dhabi:
1º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull)
2º Mark Webber (AUS/Red Bull)
3º Jenson Button (ING/Brawn)
4º Rubens Barrichello (BRA/Brawn)
5º Nick Heidfeld (ALE/BMW)
6º Kamui Kobayashi (JAP/Toyota)
7º Jarno Trulli (ITA/Toyota)
8º Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso)
9º Nico Rosberg (ALE/Williams)
10º Robert Kubica (POL/BMW)
11º Heikki Kovalainen (FIN/McLaren)
12º Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
13º Kazuki Nakajima (JAP/Williams)
14º Fernando Alonso (ESP/Renault)
15º Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India)
16º Romain Grosjean (FRA/Renault)
17º Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari)
18º Adrian Sutil (ALE/Force India)

Abandonaram:
Lewis Hamilton (ING/McLaren)
Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso)

sábado, 31 de outubro de 2009

Lewis Hamilton Sai na Frente em Abu Dhabi

Nos treinos classificatórios deste sábado, o britânico Lewis Hamilton confirmou o favoritismo da McLaren e marcou a pole position para o GP de Abu Dhabi. Esta é a quarta pole do piloto nas últimas sete corridas.

31.10.2009 Abu Dhabi, United Arab Emirates, 
Sebastian Vettel (GER), Red Bull Racing, Lewis Hamilton (GBR), McLaren Mercedes in pole position and Mark Webber (AUS), Red Bull Racing - Formula 1 World Championship, Rd 17, Abu Dhabi Grand Prix, Saturday Qualifying - www.xpb.cc, EMail: info@xpb.cc - copy of publication required for printed pictures. Every used picture is fee-liable. © Copyright: Davenport / xpb.cc Hamilton rodeado pelos pilotos da Red Bull

O grande espetáculo, como esperado, ficou por conta do bonito circuito nos Emirados Árabes. A mudança do cenário também chamou a atenção – o treino começou ensolarado e o Sol foi se pondo até que a noite caísse. Um tremendo esquema de luzes, exaltou a grandiosidade do projeto. Nos bastidores, o novo presidente da FIA, Jean Todt, esbanjou simpatia e sorrisos entre todos, inclusive ao ilustre visitante, Ron Dennis.

Na pista, nenhum imprevisto, apenas alguns carros perdendo o ponto de frenagem em algumas curvas, e a retomada, facilitada pelas áreas de escape. Um ponto curioso é que os dois carros de cada equipe, irão largar próximos, com algumas exceções. claro.

Na primeira parte dos treinos, os carros da Force India mostraram que em pistas travadas, o carro não consegue render o suficiente para escapar das últimas posições. Tanto Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi ficaram no Q1. Outra equipe que não se acertou em Abu Dhabi foi a Renault, com Fernando Alonso só largando em décimo sexto. Fechando as outras duas posições, Giancarlo Fisichella e Romain Grosjean.

imagem2 No início: Detalhe para o esquema de luzes e o mal rendimento da Renault

Durante o Q2, a grande baixa foi Heikki Kovalainen. Com problemas no carro, o finlandês não conseguiu abrir voltas rápidas e vai sair apenas em décimo segundo. Kimi Raikkonen mostrou que a Ferrari abandonou completamente o desenvolvimento do carro dessa temporada, algo evidente após o Grande Prêmio da Bélgica, e conseguiu ficar apenas a frente de Kovalainen. Os outros três eliminados no Q2 foram Jaime Alguersuari, Kamui Kobayashi e Kazuki Nakajima.

No último trecho, os dez pilotos restantes partiram para os dez minutos finais. A disputa, como sempre, se deu até o último instante. Os dois carros da Red Bull mostraram um ótimo desempenho pois, Sebastian Vettel larga em segundo e Mark Webber. em terceiro.A Brawn que parecia muito rápida durante os treinos livres, perdeu rendimento no final e, Rubens Barrichello sai em quarto, com Jenson Button logo atrás.

A diferença entre o tempo da pole de Lewis Hamilton e Sebastien Buemi, décimo, foi de quase 2 segundos. Só entre Hamilton e Vettel, o intervalo foi de quase 7 décimos.

imagem1Ao cair da noite, Hamilton garante a pole position

Completando o grid, Jarno Trulli se despede da Toyota largando em sexto, seguido pelos carros da BMW de Robert Kubica e Nick Heidfeld. Nico Rosberg sai em nono, e Buemi completa a quinta fila.

A largada acontece, neste domingo, às 11 horas da manhã, horário de Brasília.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Última parada, Abu Dhabi

Com grande satisfação início os trabalhos aqui no Blogsport – Brasil. Soa como um bom desafio e responsabilidade auxiliar, principalmente, o Felipão nessa nova fase. Sem me alongar muito na apresentação, vamos direto para o assunto: Grande Prêmio de Abu Dhabi.

Emirados, Petróleo e Obras Faraônicas

A Fórmula 1 desembarcou finalmente no leste do Oriente Médio para sua última etapa do campeonato da atual temporada. A terra escolhida é uma dos primordios da civilização humana, e privilegiada pela quantidade de reservas petrolíferas. Estas, portanto, consistem nas maiores fontes de receita dos Emirados Árabes Unidos, que conta ainda com um crescimento na área de turismo e do faturamento de empresas estatais aéreas, como a Emirates e a Al Etihad.

Etihad - Ferarri (3)

Etihad e a, já antiga, parceria com a Scuderia Ferrari

O país é uma união de sete monarquias, os emirados, sendo que os dois mais importantes são Dubai e Abu Dhabi. Este último representa quase 90% do território da nação e foi a região escolhida para abrigar o circuito de Yas Marina.

Prazer, Yas Marina

O circuto recebeu esse nome por se estar na ilha artificial de Yas, um projeto de mais de 40 bilhões de dólares e uma área de 2500 hectares que abriga, além do complexo circuito, um estúdio da Warner Bros., parque temático da Ferrari, parque aquático e hotéis pra lá de luxuosos.

O circuito é localizado na baía, assim como em Mônaco e Valência. Porém nem tudo é parecido com um circuito de rua – duas longas retas contrastam com curvas fechadas e o acerto de carro será apenas mais um dos ingredientes da corrida. São ao total, 21 curvas que exigirão resistência dos pilotos em um traçado de 5.554km no sentido anti-horário.

imagem

O espanhol Fernando Alonso, piloto da Renault, falou sobre as primeiras impressões da pista: “Parece que será um circuito muito exigente para os pilotos, pois há mais de vinte curvas e algumas delas parecem muito desafiadoras. No entanto, quando você está olhando um mapa, é difícil compreender o circuito. Somente quando chegar e andar. que você realmente começa a sentir como é.”

A Polêmica Saída dos Boxes

A maior peculiaridade do traçado está em um curto, porém bastante utilizado, trecho - justamente a saída dos boxes. O projeto inovador conta com uma passagem subterrânea por baixo da reta de largada, e um percurso longo e estreito, o que causou burburinho entre os engenheiros de quase todas as equipes.

A prova de fogo será nesse final de semana, já que o circuito só foi homologado na FIA no início deste mês de outubro.

Expectativas

Já há alguns anos que o maior espetáculo em uma corrida de Fórmula 1 está justamente na pista. Não com os carros, mas o belo cenário ao redor e as mais belas tomadas durante a transmissão. Avaliando assim, o circuito deve agradar em cheio.

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Mais um belo cenário na Fórmula 1

Recheando o belo cenário, a prova em Abu Dhabi fecha o campeonato, ao contrário de outros anos, com o campeão já definido. O vicecampeonato segue em disputa, com Sebastian Vettel e Rubens Barrichello. Nos construtores a maior disputa é pelo terceiro lugar, onde McLaren e Ferrari estão separadas por um ponto.

Muitos dos pilotos estão querendo um lugar para a próxima temporada, já que o mercado segue agitado. Assim, sem pensar tanto em somar pontos, muitos pilotos terão maior liberdade para arriscar durante a corrida, o que, combinado com a falta de conhecimento sobre a pista, pode elevar o grau de emoção, .

Essa é a torcida, não?